O Salário do Motorista de Caminhão Ainda Vale Tanto Sacrifício?

Todos nós sabemos como é difícil a vida do caminhoneiro, os dias longe de casa, as estradas perigosas, o desgaste físico, será que o salário do motorista de caminhão ainda vale tanto sacrifício?

No Brasil o salário de um motorista de caminhão varia de acordo com a região do país em que ele trabalha, bem como se ele é autônomo ou contratado por uma transportadora. Os profissionais com carteira assinada são os que ganham menos, com média salarial de R$1569, enquanto os autônomos ganham de 2 a 6 mil reais mensais.

 

Muita calma…

 

Antes que você pense em largar a empresa em que trabalha e se aventurar na vida de caminhoneiro autônomo visando ganhar mais, avalie se de fato compensa ficar sem FGTS, benefícios cedidos pela empresa como vale refeição e plano de saúde, e sem a proteção que é ter a certeza de quanto irá ganhar todos os meses, recebendo o salário no dia certo.

Infelizmente, a vida de caminhoneiro autônomo é complicada, porque em qualquer situação de que você necessite comprovar renda será burocrático, e você não terá um valor certinho com o qual contar no final do mês, além de não ter direito a férias remuneradas.

 

Mesmo assim, mais de 50% dos caminhoneiros são autônomos, porque estão sempre visando a possibilidade de ganhar mais, além de desfrutar da liberdade que a vida de caminhoneiro autônomo oferece. Sabendo desses dados, a pergunta se o salário do motorista de caminhão ainda vale tanto sacrifício, acaba ficando mais fácil de ser respondida se olharmos apenas os números, sabendo que morando em um país com alto custo de vida como o Brasil, um salário inferior a 2 mil reais não sustenta uma família de 3 pessoas com conforto.

 

Talvez seja esse o motivo que atrai tantos caminhoneiros para a vida de profissional autônomo, não apenas a liberdade e o desejo de viajar o país inteiro, mas a necessidade de sustentar sua própria família com o conforto ao qual um salário mensal inferior não seria capaz de oferecer. Para isso, o autônomo acaba se expondo a longas jornadas de trabalho, estradas esburacadas e com risco de assaltos, passa noites sem dormir utilizando energéticos para suportar dirigir mais tempo.

 

Viver correndo riscos…

 

Esse conjunto perigoso torna a profissão de caminhoneiro no Brasil, o trabalho que mais mata seus profissionais, ao longo de 8 anos o Ministério da Previdência Social contabilizou 2.579 mortes de caminhoneiros. Infelizmente, a realidade é que esses profissionais não têm tempo ou recursos para cuidar de sua saúde, deixando de lado as idas aos médicos, a prática de exercícios físicos, e até mesmo a alimentação equilibrada que melhoraria sua qualidade de vida e de saúde.

 

Afinal, não há como programar esses cuidados quando se vive cada dia em uma cidade e sem plano de saúde, ou uma cozinha equipada para preparar suas refeições saudáveis. Na estrada o caminhoneiro se alimenta com o que está disponível e com o que ele pode pagar.

 

Apesar do Brasil não reconhecer a importância desses profissionais, que levam mercadorias pelo país, e continuar pagando a eles salários injustos, os caminhoneiros são apaixonados pelo que fazem!

 

A adrenalina da estrada, as paisagens encantadoras que cada canto do Brasil revela, e até mesmo a saudade e o desejo de voltar para casa e abraçar seus familiares, alimentam nessas pessoas o desejo de chegar ao ponto final da viagem.

 

Se o salário fosse o único motivo para ser um caminhoneiro, já percebemos a algum tempo que não seria suficiente! O que motiva um caminhoneiro é a paixão e a liberdade que a estrada proporciona, sentimento único de subir em seu veículo e desbravar estradas novas.

 

As histórias e os amigos que fazem pelo caminho, amanhecer cada dia em um estado e motivado a conquistar novas viagens para ter a renda que merece e que necessita, essa é a verdadeira vida dos profissionais brasileiros apaixonados por seus caminhões e por seus trabalhos.

 

Já que estamos falando em viver na estrada, recomendamos a leitura deste artigo:  Dicas sobre como aumentar o conforto na boleia

Quem já comentou sobre isso:

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *