O que mudou e o que não mudou nas estradas brasileiras nas últimas décadas

Se alguém te perguntasse hoje, você saberia dizer o que mudou e o que não mudou nas estradas brasileiras nas últimas décadas? Quais são os novos desafios da vida de caminhoneiro?

Estradas sem segurança, assaltos constantes, pedágios caros, fretes baratos, preço do diesel cada vez mais alto e falta de estrutura na malha viária continuam sendo a realidade das pistas brasileiras, que parecem não ter acompanhado a modernização dos caminhões e carretas.

Estes por sua vez estão cada dia mais confortáveis e tecnológicos, visando sempre otimizar o cotidiano do caminhoneiro e oferecer uma boa relação custo benefício.

As leis de trânsito também mudaram nos últimos anos, estão ficando cada vez mais rigorosas no intuito de diminuir os acidentes nas estradas.

A Lei Seca por exemplo, está cada dia mais rígida visando evitar que qualquer motorista esteja atrás do volante após ingerir bebida alcoólica, o que de certo modo oferece mais segurança aos caminhoneiros, e mais agilidade as pistas devido a diminuição de acidentes que a lei proporcionou.

As fiscalizações das novas leis são cada vez mais constantes, verificando se o caminhoneiro de fato está transportando o peso permitido, se está respeitando o horário de descanso, se não está danificando a via, se está usando a sinalização correta, e se está circulando no horário correto.

Tudo isso se tornou motivo de fiscalização e gera multas relativamente caras. Essa fiscalização é boa para melhorar a qualidade e segurança do transporte, no entanto, pode sair muito caro para os caminhoneiros que infringem as leis na tentativa de acelerar o transporte, e velocidade todos nós sabemos que é essencial para ganhar mais no fim do mês.

A malha viária brasileira se ampliou…

É fato também, que nas últimas décadas a malha viária brasileira se ampliou, e cada vez mais os produtos são produzidos e escoados utilizando os caminhões como forma de transporte da produção agrícola.

No entanto, apesar do aumento da necessidade de transporte para os produtos produzidos, o frete tem sido cada vez menor, o que dificulta a vida do caminhoneiro que necessita atravessar o Brasil transportando materiais, e pagando valores de diesel bastante diferentes entre um estado e outro.

As más condições das pistas acabam dificultando o transporte, diminuindo sua agilidade e aumentando o custo de manutenção dos caminhões, que em alguns estados brasileiros precisam passar por estradas extremamente perigosas devido a presença de buracos constantes.

Apesar de nos últimos anos a malha viária ter crescido, a qualidade dessas estradas não acompanhou o seu crescimento.

Mas se por um lado a estrada ruim é um custo, as tecnologias têm sido aliadas do caminhoneiro autônomo que pode usar seu celular para ajudar a aumentar a renda mensal.

Já existe no país aplicativos de frete, onde os embarcadores que necessitam do transporte de suas cargas divulgam o serviço que estão necessitando, e o caminhoneiro pode se oferecer para realizar.

Assim, fica mais fácil aumentar a renda mensal, e com alguns cliques sem precisar sair de casa o caminhoneiro tem a oportunidade de fechar sua próxima viagem.

O uso dos aplicativos também ajuda aquele caminhoneiro que está voltando para casa sem conseguir o frete de retorno, porque amplia a possibilidade de fechar negócios enquanto está voltando para casa e garantir um valor extra, que compensa mais ainda a viagem.

Outra vantagem das últimas décadas é que com a modernização dos caminhões, algumas coisas ficaram mais fáceis na vida do caminhoneiro, por exemplo:

  • Os caminhões atuais consomem menos combustível;
  • Atualmente os caminhões possuem direção hidráulica, sendo mais leve para dirigir;
  • Agora o caminhoneiro pode aproveitar o conforto da cabine leito;
  • Nos dias de hoje, as empresas que vendem os caminhões estão cada vez mais preocupadas em oferecer um produto confortável e que atende as reais necessidades do caminhoneiro.

Também vale dizer que o perfil do caminhoneiro nesses últimos anos mudou, cada vez mais sérios e profissionais, as empresas se ajustam para atender as suas necessidades e não veem mais a categoria como antigamente, quando a imagem do caminhoneiro era de um homem desleixado e fumante.

Os caminhoneiros ganham cada vez mais respeito dos outros profissionais e da própria população, que torce para que as mudanças sejam positivas para esses trabalhadores que movem o país.

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